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A música na minha vida.

· Enzo Lima

Quando eu tinha ~9 anos, aprendi a tocar violão. Não era um aluno muito competente, mas acabei conhecendo algumas músicas brasileiras que comecaram a formar o meu gosto musical.

Anos depois, me aprofundei pra valer no Rock - principalmente por influência de amigos. Na época, eu pirateava as músicas e organizava manualmente em playlists separadas por artistas. Não era algo muito prático, mas acabava sendo um ato terapêutico para mim.

Só que em 2017 isso acabou, pois entrei em um plano família do Spotify. O que acabou impactando muito na minha vida.

Se os jovens dos anos 90 tiveram a MTV como transmissor musical, eu tive o Spotify. Mesmo depois de anos, ainda passo horas no aplicativo vasculhando sugestões de músicas e artistas.

Mas nem tudo são flores, é muito comum eu rolar o Youtube - ou qualquer rede social - e me deparar com o clipe de uma música que eu gosto onde eu não fazia ideia que existia.

Mesmo que o importante na música seja a própria música, o clipe pode trazer uma experiência fonográfica mais completa ou totalmente diferente para a faixa.

Um dos maiores exemplos disso é a música Virtual Insanity, do Jamiroquai.

É triste saber que grande parte das produções musicais nos dias de hoje não priorizam nenhum desses fatores. Já que a demanda vem pedindo faixas repetitivas, com um refrão que caiba em um TikTok e dê para fazer uma dança por cima.

Devo ressaltar que, nem toda música que vira trend está relacionada a esse problema. Estou falando sobre as produções que tem como único objetivo bombar nessas mídias, que podem trazer uma repercussão maior, só que uma durabilidade baixa no mercado.


A arte de fazer playlists

Gosto muito de montar playlists, mas não as separando por artistas como antigamente. Logo quando adquiri o Spotify, criei duas playlists: #1 e #2. A primeira tinha um foco mais no rock e faixas intensas, enquanto a segunda era mais pro MPB e faixas suaves. Foram essas playlists que formaram a base do meu repertório musical.

Elas serviram por anos, até que, chegou no ponto onde eu reparei no quão limitante era classificar as músicas em X ou Y.

Então no começo da pandemia, decidi apagar as duas e criei uma nova chamada main dump, que teria as músicas que eu gostava, independente do gênero musical.

Mesmo sendo um dump, a playlist foi se tornando harmônica. Geralmente eu não quero escolher algo pra ouvir, então eu deixo que ela seja responsável por traçar esse caminho.

Gosto da ideia de criar playlists de tópicos ou momentos específicos, mas nem sempre é bom pois pode gerar indecisão na hora da escolha. Então a main dump é como se fosse minha carta coringa.


O que eu tenho ouvido

Beatles sempre esteve no meu top 5 do Spotify Wrapped, e não é atoa. Mesmo que meu gosto tenha mudado bastante com o passar do tempo, a banda continua sendo atemporal na minha vida.

Quando eu era mais novo, gostava mais das faixas iê-iê-iê dos besouros. Mas com o passar dos anos, fui conhecendo e me aprofundando nos trabalhos mais maduros dos Beatles, como o álbum branco e Sgt Pepper’s, que são obras com grande importância para mim.

Hoje em dia tenho explorado bastante o RAP - tanto gringo quanto nacional. Pesquisar referências do gênero e os samples das músicas que eu curto, sempre me dá gatilhos para produzir algo.

Minhas raízes do eu mais jovem ainda continuam presentes. Só que hoje estou mais aberto a conhecer o que antes tinha certo receio. Isso é normal, e caso você, leitor, esteja passando por algo parecido, saiba que você tem mais a ganhar do que perder consumindo gêneros diferentes.


Complementos

Faz um tempo em que eu abri um post no Órbita que rendeu muitos comentários sobre como as pessoas ouviam música. Recomendo a leitura

Interessado em saber mais sobre grandes obras fonográficas? O canal Som de Peso e o podcast Discoteca Básica serão uma ótima porta de entrada.


Espero que você tenha gostado do texto. Não deixe de comentar e compartilhar com outras pessoas que têm interesse neste assunto.

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